sem papel

Quarta-feira, Fevereiro 28, 2007


e eu sumi.
estou sem internet em casa. aliás, terei de formatar meu pc.
sedeusquisé, até o final de semana, tudo voltará ao (a)normal.


pitacos:

Sábado, Fevereiro 24, 2007


coisas que eu tenho que levar de bh:
carregador de celular, cafeteira, saleiro, aveia, livros, capa do óculos, cd do caetano, fichário, edredom azul, vogues, shampoo, cartão de memória, caneca-roxa-que-eu-ganhei-de-natal, moletom, all stars, tesoura, avaianas, creme de barbear, bandeija, cintos, cadernos, contrato do aluguel, fotografias, cabo da cam, edredom verde listrado, secador, biscoitos, chip da claro, bermudas, filtro para café, travesseiros, jogo de tupperwares, , reparador de pontas, cuecas, barrinhas de cereais, perfume, cd com arquivos, creme pós-barba, toalha de estimação, chaves, jeans, dvd do vinicius. e uma saudade que não cabe na mala.


pitacos:

Quinta-feira, Fevereiro 22, 2007



quando a pessoa tem a burrice arraigada em seus genes, nada dá jeito.

vejam o caso da viúva do ganhador da mega que foi assassinado em janeiro. a mulher só fez merda.
pra quem não sabe, ela está presa, acusada de ter mandado matar o marido.

vamos à história: o cara sempre foi apaixonado por ela; ela nunca quis o cara [ele era gordo, feio e não tinha as duas pernas]. ele apostou $1,50. ganhou $52 milhões. imediatamente, a biscatinha em questão se aproxima do cara e casa com ele.
até aí tudo bem: não há mal nenhum em casar-se por dinheiro; casamento é um contrato mesmo. cada um entra com uma parte. ela entrou com o corpinho-de-empregada; ele, com o dinheiro. compraram casa, fazenda, televisão 29 polegadas. tudo que um pobre-enricado tem direito. acontece que a anta da mulher resolve comprar uma cobertura na praia, sem avisar ao marido. como ela é burra, biologicamente burra, deixa o canhoto do talão de cheques em cima de uma estante na casa. o marido que não tem pernas, mas tem olhos vê o talão, briga com a mulher e expulsa a taozinha da fazenda de $9 milhões.

dois dias depois, o cara é assassinado.
como ele não teve tempo de mudar o testamento, toda a herança vai pra mulher burra, biologicamente burra.

tudo mundo sabia que tinha sido ela que havia mandado matar o marido. a primeira suspeita é claro, seria ela. mas como não tinham como provar nada, ficou o dito por não dito. mas não se esqueça, ela é burra, naturalmente burra. e resolve dar uma entrevista pro fantástico. na entrevista ela faz gracinhas, ri, mostra o casarão, as fotos do marido. tudo bem, tudo bem, tudo bem. até que ela solta a frase: "sim, eu casei por causa do dinheiro. depois eu me apaixonei".

anta.

embora não haja mal nenhum em casar-se pelos milhões, já que não existe comida de graça, ela deveria ter ficado quieta. o melhor para ela era que esquecessem que ela existia. era só ela pegar um avião e sumir. ela não estava impedida de deixar o país, mesmo. mas não. lá está ela, dando entrevista pro fantástico, igual a outra burra da suzane richthofen, fazendo barulho. querendo ser polêmica. querendo aparecer.

moral: resolvem re-investigar melhor a vida da mulher e descobrem que ela tinha um caso com o motorista do ex-marido; que ela tinha desviado parte da fortuna para uma outra conta; que ela já tinha contratado um advogado antes de matar o marido. ou seja: motivos suficientes para prendê-la.

bem feito.



pitacos:

Terça-feira, Fevereiro 20, 2007


começaram a rodar mais filmes sobre o tom.
na verdade, estão devendo um bom filme sobre ele. tem bastante documentários por aí, mas nenhum tem a mesma qualidade do filme que o miguel faria jr fez pro vinicius. tipo, a globo passou um especial pra comemorar os oitenta anos dele, mas foi tão broxante, tão medíocre, que nem vale a pena ser comentado.

o que documentário que vem por aí, é baseado na biografia da helena jobim, um homem iluminado. ah, esse livro me traz recordações boas: comprei durante uma ida ao rio, numa lojinha no jardim botânico. foi uma aquisição que valeu a pena. primeiro porque o prefácio é um cd, com audios dos ensaios do chico e do tom, que o próprio chico achou nos arquivos dele e mandou pra helena [detalhe: nesses ensaios o tom começa a montar as primeiras melodias de luiza. depois de escutar esse ensaio e ver a camila pitanga dizer no especial da globo que luiza foi feita pra vera fisher, a minha vontade foi de dar tamancadas na minha televisão. uma mentira deslavada.] segundo porque traz informações que só a irmã do tom poderia dar. faltam fotos, mas tudo bem.

então é isso. a gente fica aqui, rezando pra sair uma coisa realmente boa em vídeo.
saravá.


pitacos:

Sexta-feira, Fevereiro 16, 2007




eu me dei conta de uma coisa hoje: ia fazer quase um ano que eu não pegava um livro de poesia pra ler. a gente lê uma aqui, outra ali, passa de uma ficção pra outra e quando percebe, faz um tempão que não põe nas mãos um livro inteiramente composto de versos. o último que eu li, eu não gostei muito: aquele da lya luft, para não dizer adeus. ela escreve bem; versos carregados de sentimentalismo e belas sacadas como - "palavras são o meu jeito mais secreto de calar". o problema é que ela insiste em formas poéticas um tanto quanto desgastadas. convenhamos que em pleno século XXI, usar uma metáfora mesológica como "borboleta dourada" soa cacofônico e desinteressante.

mas deixemos a lya luft de lado. o fato é que em janeiro eu comprei uma antologia linda do bandeira, editada pela josé olympio. como estou esperando chegar um livro do casares que eu comprei pela net, resolvi pegar o bandeira hoje.
pensei: vou ali ler "vou-me embora pra pasárgada". que nada. eu abri na primeira página e dei de cara com os poemas de a cinza das horas, primeiro livro dele. eu já tinha ouvido falar, mas ainda não conhecia esses poemas. pronto. bastou ler o primeiro poema pra eu me deparar com isso

sou bem nascido. menino,
fui como os demais, feliz.
depois, veio o mau destino
e fez de mim o que quis
.


a antologia poderia parar por aí. já teria sido o dinheiro mais bem empregado do ano. mas não. o bandeira, o bandeira de 21 anos, é daqueles poetas que se superam em seus próprios versos. esse poema, que já dissera tudo na primeira estrofe, termina com um discurso metafórico absurdamente acachapante:

ficou esta cinza fria
- esta pouca cinza fria
.

senhordeusdosdesgraçados, dizei-me vós, senhordeus, se é mentira se é verdade, tanta genialiadade perante os céus. o cara me coloca um substantivo impregnado por uma semântica adjetiva seguido de outro adjetivo e ainda repete o procedimento no verso seguinte. é demais pruma pessoa que está há quase um ano sem ler poesia se deparar com uma coisa dessas, bandeira.

e ele vai embora. o menino do pneumotórax, da infância perdida por causa da doença lá vai despejando em cima de nós, meros mortais leitores de lya luft, seu pessimismo que não quer-ser, sua desilusão cinza, seu desencanto com a patética esperança dos sadios.
mas bandeira é sempre bandeira: tem dessas coisas de desestabilizar você com a descrença na felicidade, mas também de te fazer acreditar que existe uma saída, uma pasárgada para todos nós. ele sabe que sempre buscamos aquele porquinho da índia para ser a nossa primeira namorada, uma irene preta, uma irene boa e um são pedro bonachão.

ele salvou meu carnaval.


pitacos:

Quarta-feira, Fevereiro 14, 2007




e eu votei na nazaré.
eu adorava a nazaré. destestava a novela, mas adorava a nazaré. não sei porque, eu tenho tendência a torcer pelos vilões. meu episódio preferido dos power rangers é aquele em que a câmara do poder [pra quem é sem cultura: câmara do poder = centro de comando dos power rangers] foi destruido pelo lord zet. eu sempre torcia pros monstros. eu gostava mais da laurinha e do malvado do que dos ursinhos carinhosos.

mas voltando à nazaré: a renata sorrah conseguiu fazer com que sua personagem se descolasse da novela. ela tinha todo o seu estilo, seus bordões [anta nordestina, é o melhor. até hoje eu falo.]. ela tinha qualquer coisa de engraçada, de humor-terrivelmente-negro, de não suportar a maria do carmo e seus 10 bilhões de filhos, os flageladinhos. um bom vilão é, no resumo, isso: você torcer por ele, rir das maldades e querer fazer compras no shopping com ele.
a nazaré foi tão bem construída que se resolvessem colocá-la novamente no ar, numa outra novela, não ficaria anacrônico.

o mesmo acontece com a odete roitman. na verdade, eu queria ter visto a odete em ação. aliás, um dos vídeos mais hilários que eu já vi nessa vida é a cena de heleninha (renata sorrah) e odete, num armônico papo entre mãe e filha. [ducha fria má nem morta é impagável].

eu gostava da laura, de celebridade também.
mas hoje eu fico com a nazaré.
"congelada? congelada como uma alcatra".


pitacos:

Terça-feira, Fevereiro 13, 2007



é interessante meu gosto musical.

tem umas coisas das quais você não deve gostar, seu bom senso diz pra você olha como isso é ridículo, mas mesmo assim, você gosta.
eu tô falando da pitty. tá. ela é ridícula. as letrinhas são toscas. cheira a filosofia-olha-como-eu-sou-uma-menina-rebelde.
eu não gosto de pitty.
não gosto mesmo.
mas tem duas músicas que eu adoro: admirável chip novo e máscara. eu sei que é uma rock com uma letra estilo-renato-russo-de-ser, mas eu gosto.
principalmente dessa admirável chip novo.

depois eu volto pra colocar uma coisa decente nesse blog.
eu só queria desabafar sobre a pitty.


pitacos:

Segunda-feira, Fevereiro 12, 2007



retrato de uma sociedade completamente falida:


"criança morre depois de ser arrastada por carro durante assalto"


é triste quando a indignação se torna um sentimento comum.




pitacos:

Sábado, Fevereiro 10, 2007



triste é saber que ninguém pode viver de ilusão

eis o que eu mais temia: minhas férias estão chegando ao fim. pouco mais de 15 dias. poisé. hora de cair na real e perceber que por sacanagem da globalização-pós-moderna-do-cotidiano-dos-nossos-dias-atuais os mortais não podem acordar às 11 da manhã durante o ano todo. hora de juntar as tralhas e se dar conta de que não, você não mora em bh, embora 90 purcento de tudo de quê você necessita para viver esteja nesta cidade.

daí que eu vou usar (ou já estou usando) isso aqui para uma sessão-desabafo-dessa-minha-vida. portanto, se você está sem paciência para ler isso até o fim e quer uma coisas mais interessante, xô, clique aqui.

voltando: tempo legal esses três meses em bh, viu. fiz tantas coisas, que pareceu mais tempo - embora tenha sido muido rápido. quando eu digo fiz muitas coisas, obviamente, não significa que eu tenha feito algo de útil. não. nada de cursos de idiomas, tratamentos dentários, workshops, palestras motivacionais, academia, autoescola. absolutamente não. me recuso a aceitar burocracia em férias.

resumo da ópera:

dos filmes: nem scorsese, nem gonzalez, nem orion, nem aïnouz. o filme que mais valeu mesmo foi o amor não tira férias, uma daquelas simpáticas besteiras que a nancy meyers sabe fazer como ninguém. eu até chorei com kate winslet. [tudo bem que eu entrei pro cinema super-me-culpando por ter comido uma barra inteira de alpino, mas acho que foi o filme mesmo que me emocionou].

dos livros: clarice, clarice e clarice. teve a ironia de saramago, a prosa burocrática de vargas llosa, a descoberta de fitzgerald, a grande decepção com o livro que a gabriela me mandou e talz. mas clarice, clarice e clarice diz tudo.

da tv: deus abençoe os horários alternativos do gnt.

das pessoas: a vantagem de morar fora é que quando você volta pra sua cidade, fica sabendo direitinho quem é seu amigo de verdade ou quem apenas convivia com você no colégio, na igreja, no prostíbulo, no hospital. ou seja: mesmo passando séculos afastado, basta estar dois segundos com os verdadeiros amigos para perceber que o grau de cumplicidade continua o mesmo.
e eu adoro meus amigos.
e eu conheci novas pessoas.
e eu não sei como vou resolver essa situação agora, porque eu tenho que ir embora.

e foram meses felizes.


pitacos:

Terça-feira, Fevereiro 06, 2007



eu me divirto nessa vida.
ela é cretina, mas a gente encontra umas coisas muito interessantes.

veja só:
faz mais ou menos um mês, saiu na coluna da monica bergamo, na folha, uma matéria sobre profiles de orkut e blogs de pessoas famosas (?). entre os relacionados estavam aquele sérgio marone, a tatá-tatá-tatá-tara neta de dom pedro e a leandra leal.
ok. nenhum dessas pessoas são tão famosas assim, mas deixemos isso de lado. concentremo-nos na história, ou melhor, na leandra leal.

a coluna da mônica descobriu que a atriz, que está na novela páginas da vida, mantinha(ém) um blog com o pseudônimo de lelé da cuca. até aí, tudo bem. acontece, porém, que a menina metia o pau na novela e em outros atores [sem perder muito tempo com detalhes: ela disse que não via a hora da novela acabar e que danielle winits parecia o willy wonka. [ps: a primeira entrevistada da nova temporada de irritando fernanda young foi justamente a peituda winits, que desceu a lenha na leandra, rebatendo as críticas]

mas pra que diabos eu tô contando essa baboseira toda?
primeiro porque esse é um blog de inutilidades.
segundo porque eu gosto de inutilidades.
terceiro porque o tal blog da leandra leal virou uma espécie de scrabook da katilce.
todo mundo que quer aparecer, vai lá e deixa um comentário. como no caso katilceano, não precisa ser necessariamente algo relevante; basta escrever, dar um pitaco desorientado.


katilce cover

acontece que a leandra passa 90% do seu tempo comentando os comentários do seu blog.


"minha gente, vcs são muito hilários, noiados, agora, eu vou deixar rolar esses comments e me divertir, com alguns aprender e com outros ficar puta, outros interessada, é a vida..."
, escreve ela, tentando dar um ar de não-tô-nem-aí-pro-que-vocês-falam.

dez minutos depois, porém:
"sabe o que me espanta? tem 10 anos que o chico science morreu. postei o nome dele, pq as vezes é só isso mesmo, não quero escrever muito, mas quero falar disso, e achei que todo mundo ia falar muito disso por mim, mas não, 3 comments apenas... "

e em outro post:
"homenagem ao retorno da novela nos comments: "linhas da vida" . como sempre temos a nossa protagonista ambrosia se trocando com alguém, antes era o bruno, agora na nossa nova temporada temos a estreiante flavinha!!!! por favor, é pra rir dessas bobagens, né? "

e logo em seguida, passa a receita de como fazer um sabão em casa. ou seja: o blog da garota é tão entediante quanto as atuações dela. [ela conseguiu estragar com sua atuação medíocre, um filme que tinha tudo para ser bom: a ostra e o vento; a sensualidade dela no filme não convence ninguém. a história morre porque a atriz simplesmente não deixa sua personagem envelhecer].

por que diabos eu perco tempo falando dela, então?
primeiro porque o que eu mais tenho é tempo para perder.
segundo porque me divirto pacas com os comentários do povo que aparece pelo blog dela.
terceiro porque tudo que envolve barraco, eu gosto.

apesar de tudo, tenho muito que agradecer à leandra: eu estava sentindo falta de uma katilce nessa minha vida.


pitacos:

Domingo, Fevereiro 04, 2007




e tudo isso por que o domingo chegou chuvoso. coisa chata.
nesses últimos dias tenho dormido assustadoramente (eu adoro advérbios) muito. e, como parte de doença, aquela do tsé-tsé, não consigo vislumbrar coisa mais interessante do que dormir.
a realidade é que se tornou um mundo esquemático e sem graça.
de repente, o insípido.
a pastosa mediocridade.
o mofo.

pelo menos, a semana parece ter coisas boas pela frente:
aniversário do meu melhor amigo, o tico chegando de viagem, uma possibilidade de uma nova ida pro sítio...o bebê de uma amiga prestes a nascer.

e eu preciso ir ver logo esse tal de babel. . porém, eu tenho preconceito
com esse alejandro gozalez. essa história de que "estamos em um mundo caótico no qual oriente/ocidente, indivíduos/instituições degladiam-se, sem conseguir se comunicar" é um grande papo furado e uma temática mega-cansativa.
mas é aquela história...vou lá ver... ah: e eu não gosto do brad pitt também.
enfim: mofo.

[ilustrando o post]: escultura in bed , de ron mueck. catálogo em exposição no brooklyn museum, sobre a melancolia e apatia da vida humana


pitacos:

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