se tem uma coisa que eu gosto nessa vida, essa coisa é de uma boa novela. pensando bem, nem precisa ser tão boa. então, corrigindo: se tem uma coisa que eu gosto nessa vida, é de uma novela. se eu assisto um capítulo e gosto, num largo mais. é o que está acontecendo comigo com essa noveladasoito. comecei a assistir meio que por acaso e agora cá estou eu: acompanhando todos os capítulos, lendo os resumos na internet, parando na frente das bancas pra ler aquelas revistas. é o reloginho começar a marcar oito e vinte, paro tudo, pego minhas almofadas, sento no sofá e ainda balanço as perninhas.
pra não correr o risco de perder as primeiras cenas, assisto ao jornalnacional, que anda chato pra caramba com essas reportagens ecologicamente corretas e esse blablablá do renan (ladrão) calheiros. isso sim é uma novela semsal.
mas voltando a paraiso tropical: hmmm, tá pegando fogo. o mais interessante é que observei que eu estou realmente mudado: antigamente, na época de cobras e lagartos, mulheres apaixonadas e o clone eu sempre torcia pelo vilão. torcia pra jade não ficar com o lucas. pra leona casar com o duda, enfim. porémcontudotodavia, nessa novela estou estranhamente torcendo pelos mocinhos. ai, se eu encontro com a thaís na rua dou-lhe umas boas tamancadas. o problema que como ela é irmã-gêmea da paula tenho medo de me confundir e acabar sentando a mão na gêmea-boazinha. uma coisa que eu adoro na novela é a bebel (camila pitanga). eu dou tanta gargalhadas com ela, que fico com pena dos vizinhos. tá ótema.
o melhor é que eu sou daquelas pessoas que repetem os bordões novelísticos nos momentos mais inoportunos. ultimamente, eu sempre faço a linha bebel e digo que sou uma pessoa de catigoria. o problema é que como a novela não está lá muito bem das pernas no ibope, ninguém entende a piada intertextual.
já perdi a conta de quanto tempo faz, mas há décadas que eu quero um all star de caninho. porém, eu, pessoa baixareduzida que sou, não posso me dar o luxo de sair com um calçado que tome parte da minha já diminuta perna. mesmo assim, fico olhando nas vitrines (ou no pé de pessoas - sim, eu sou invejoso) e sonhando com o dia em que poderei usar [uma esperança surge agora com os microshorts recem-adquiridos]
pra aumentar minha frustação, a converse está lançando no próximo dia 6 os modelitos ali de cima: eles foram inspirados na frida kahlo e parecem ser uma graça. o problema é que serão vendidos somente no méxico.
portanto, se alguém, resolver atravessar a fronteira pra entrar ilegalmente nos estadosunidos e quiser comprar um pra mim antes, eu agradeceria - mesmo ainda tendo medo de usá-los.
por sugestão de uma amiga estou pensando em criar um clubinho de pessoas vagabundas apaixonadas por literatura.
ainda não sei como vai funcionar direito (não sei nem se vai funcionar), mas uma proposta seria reunir pessoas que se interessam e marcamos um horário pra darmos nossos pitacos sobre livros e tomarmos um chazinho, via skype.
vamos começar com a hora da estrela.
quem quiser partipar, grita.
uma das coisas que mais me dão prazer nessa estranhavida é redescobrir coisas boas. reler um livro perdido, reencontrar amigos do colégio e ouvir pessoas que eu tinha esquecido que existiam.
semana passada eis que eu ouço meio que sem querer francis hime. pelas minhas contas, havia uns 28 anos que eu não escutava o francis. quer dizer, ele está sempre escondido nas parcerias com o chico ou com o vinicius e acaba entrando indiretamente nos ouvidos.
mas faz bem escutá-lo sozinho, no piano. eu tinha lido comentários positivos sobre o cd que ele lançou no ano passado, mas sempre deixava pra ouvir depois. porémcontudotodavia, escutando o cd da novela do manoel carlos (sim, eu gosto das trilhas do manoel carlos), encontrei o francis sozinho em a dor a mais. foi o suficiente. saí à procura do arquitetura da flor e me surpreendi (novamente) com a capacidade dele em fazer coisas boas.
o ábum é todo lindo e acho que traduz muito o que é francis hime: tem o piano pra inventar a dor, pra tocar as cançõesdoamordemais, mas também tem o nuance de orquestra que ele sabe fazer tão bem. as letras (a maioria das canções são inéditas) exploram a relação entre amor e flor, mas não se enganem pensando que se trata de uma cópia barata dos versos de cartola de as rosas não falam. as letras me parecem recusar imitações pra arquitetar realmente uma nova relação entre esse amor e a flor. a rosa de francis é bela justamente por ser imperfeita, como o amor que traz a "surpresa da imperfeição".
pela primeira vez desde que fiz esse blog, tenho mais de uma coisa pra falar e não sei por onde começar.
então, vou falar de tudo.
assim, você, querido telespectador, pode escolher o que quer ler ou simplesmente não ler nada (a melhor opção).
1) eu preciso ser adotado pela oprah. mais uma vez, ela tá no topo da lista da forbes. ela montou uma escola só pra meninas na áfrica. estou pensando em fazer a linha madame satã, virar traveco e correr pra áfrica.
[a gisele bundchen também marca presença na lista, no honroso 53º lugar - melhor que o bill cliton, minhagente]
2)sanguessuga, navalha, xeque-mate, furacão, lacraia, saia justa, vampiro, matusalém, anaconda . será que a polícia federal tem um órgão específico só para nomear as operações?
3)gilberto carvalho, josé dirceu, ricardo berzoini, henrique pizzolato, freud lacerda, gedimar passos, duda mendonça, delúbio soares, sandro luís lula da silva (lulinha), antônio palocci, paulo okamotto, luiz gushiken, silvio pereira, e agora o irmão vavá. todas essas pessoas são parentes, churrasqueiros e muito amigas do pilantra do lula. todos eles envolvidos com corrupção. vem cá: como alguém ainda tem coragem de acreditar que o lula é honesto?
[uma coisa que eu também fico me perguntando: agora fica todo mundo fazendo barulho e dando chilik com essa história das máquinas de bingo. mas ninguém relaciona o caso com o lula. o vavá tá envolvido. e lembram do waldomiro diniz? ele também saiu do governo por envolvimento com bingo, minhagente]
4) tá um horror do capetapreto acompanhar o spfw. o site fica eternamente fora do ar. e os sites especializados não têm um link pra ver os desfiles. o site do jornal oglobo até que estava trazendo as fotos, mas a pessoa que atualiza deve ter morrido. por enquanto, pelo que vi, tudo, tudo, tudo muito igual. degradês de cores cítricas e coisas curtas. a ellus cagou uma coleção inspiradas nos beatles muito feia. lá veio herchcovitch de novo, apagando todos os outros estilistas, com uma coleção baseada nos metaleiros: até eu queria aquela regata do iron maiden! mas fiquei feliz apenas porque as coleções masculinas continuam apostando nos skinnys e microshorts (que ficaram ainda mais curtos). vamos ver no que vai dar o resto da semana.
é o que eu sempre digo: não há nada mais perigoso do que um diretor com vontade de fazer uma denúncia.
a primeira sensação que você tem depois de assistir baixio das bestas, de claudio assis, é a de que antes de ser um panfleto, um filme precisa ser minimamente bom.
o filme traz para a tela um nordeste marcado pela miséria, pedofilia, pobreza, exploração sexual, impunidade. as cenas são marcadas ora pela violência dos personagens, ora pelas paisagens melancólicas e desoladoras. nos diálogos, o sotaque e os termos regionais perdem espaço para os fédaputa, idiotas, bucetas, desgraçado e pelo carai (ou caralho). o horror, a podridão, o vício e a pobreza estão por toda a parte. se surge uma cena com uma bela tomada do entardecer, aparece em seqüencia uma cena de sexo explícito.
nesse nordeste de claudio assis, tem um velho moralista que arrecada dinheiro exibindo o corpo da própria neta num posto de gasolina. tem caminhoneiros pedófilos. tem um puteiro onde os jovens de classe média fazem orgias escatológicas. tem jovens de classe média que fumam maconha e atropelam e não prestam socorro. tem flagelados. tem tem trabalhadores explorados nos canaviais. tem sodomitas. tem bêbados. tem uma mulher depilando a buceta. tem tudo isso. só não tem um personagem honesto ou, pelo menos, normal. não há saída: no filme todos estão condenados a serem social ou sexualmente patológicos.
o que mais assustou nesse filme não foram as cenas de violência; não foi a criança sendo estuprada. o que mais me chocou foi ver a capacidade que um diretor tem de estragar um filme. um elenco excelente totalmente desperdiçado. hermila guedes (o céu de suely) é mal aproveitada: ela poderia ser substituida por uma boneca de pano: seu sua personagem leva uma surra e desaparece. restam as ótimas atuações de matheus nachtergaele, caio blat, fernando teixeira (que eu não conhecia) e da novata mariah teixeira (auxiliadora). contudo, todas essas atuações acabam sumindo nas cenas toscas e excessivas de claudio assis.
everaldo (matheus nachtergaele), trazendo a voz dae classe média, diz: "a pobreza é um câncer". nesse universo de um diretor arrogante, a denúncia social fica desgastada. ao pobre resta a condição de tumor.
claudio assis parecia querer fazer um filme-exceção. um filme pra chocar. ele quer ser uma voz contra a classe média. e acredita "que no cinema você pode tudo".
por isso, no final, baixio das bestas cumpre seu papel: se comparado a grandes filmes da nova onda nordestina (o céu de suely e o bárbaro cinema, aspinas e urubus), o baixio é mesmo uma grande exceção: não passa de uma idiotice.
ps:
o que me consola é saber que daqui a pouco começa na globo um trabalho de quem realmente entende cinema baseado na obra de quem realmente entende de nordeste.
Posted
7:13 PM
by RAFAEL COSTA
começou o fashionrio. e eu vou dar meus pitacos.
purisso, quem não gosta de moda, xô daqui e nãoenxemeusaconoscomentários.
eu nunca gostei da redley. sempre vieram com aquele papo de surfistãobrega.
mas tenho que confessar que gostei pra caramba da coleção que eles mostraram hoje de manhã. (talvez pelos microshorts que eu adoro e que continuam aparecendo).
me lembrou muito as roupas da madonna que eu tinha mostrado aqui há algum tempo.
o que mais me chamou atenção, porém, foram as estampas: adorei essa história de colocar blusas geométricas com shorts trazendo o traçado do calçadão de copa. me surpreendi de verdade. se a redley não trouxe muita novidade, pelomenos não trouxe as cores esquisofrênicas de sempre. e, pelo jeito, o verão das grifes será mesmo poucas cores.
agora é esperar as duas (únicas) outras coisas do fashionrio: maria bonita extra e colcci amanhã .
(:
Posted
3:35 PM
by RAFAEL COSTA
para uma tarde ociosa de domingo:
acabei de colocar no forno, purisso não sei se vai prestar, mas lá vai:
pão-integral-doce-e-doido-do-rafa
2 xícrasdechá de farinha de trigo integral (aproximadamente 200g)
2 xícrasdechá de farinha de trigo de farinha comum (idem)
200mL de água morna
10g de fermento biológico
1/3 de xícradechá de granola
1/3 de xícradechá de aveia
1/3 de xícradechá de frutas cristalizadas
1 colher de sopa de margarina
1 colher de chá (das pequenininhas) de açucar
3 sachezinhos de adoçante (daqueles q vc pode roubar em qualquer butequin)
pra fazer:
numa vasilha junte açucar+água morna+fermento e deixe quieto por uns 5 minutos.
numa outra vasilha taque o resto das coisas e misture bem. depois junte os conteúdos das duas vasilhas e mexa bem.
deixe a massa quieta por uns 20 minutos pro fermento funcionar.
faça os pães do tamanho que você achar melhor e enfie a gororoba no forno por uns 40 minutos.
e boa sorte.
discas:
1) tome cuidado com as frutas cristalizadas. elas são hipergostosas. mas também hiper calóricas [20g têm absurdos 65kcal]. purisso, nada de despejar dois quilos delas no pão.
2) a massa não deve ficar pegajosa, grudenta na mão. se isso acontecer, vai tacando mais farinha aos poucos que resolve.
quando os pãezinhos ficarem prontos eu tiro fotos pra vocês.